Amaral: "Creio que o retorno está próximo" - ClicRDC | Notícias de Chapecó e do mundo

Amaral: “Creio que o retorno está próximo”

Há cinco meses no departamento médico, volante da Chape relembra momento da lesão, releva adaptação da família à cidade e fala sobre chapéus de Apodi contra o Barça: “dá para colocar no DVD, tirar um pouco de onda”

Amaral, durante treinamento físico no CT da Água Amarela (Mateus Montemezzo)


Cirurgia, departamento médico, fisioterapia. Qualquer uma dessas palavras não são bem-vindas no vocabulário de qualquer jogador de futebol. Ainda mais para quem está há cinco meses tratando de lesão. Essa é a situação de Amaral, de 30 anos. Emprestado à Chapecoense até o fim desta temporada pelo Palmeiras, Clube dono de seu passe, o jogador iniciou 2017 como titular, sob o comando de Vagner Mancini. Entretanto, no dia 1º de março, o volante rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho após um choque com Carlos Eduardo, no duelo com o Atlético-MG, pela Primeira Liga.

Sem alternativas, Amaral teve que ir para a sala de cirurgia. Foi a segunda vez na carreira que o volante teve a mesma lesão – a anterior havia sido há oito anos, quando atuava pelo Goiás. Há cinco meses no departamento médico, o volante iniciou neste mês o processo de transição para os gramados e já está na expectativa para a reestreia. Em entrevista exclusiva ao Portal Clic RDC e ao Programa Golaço, da Rádio Oeste Capital, o jogador falou sobre a sua recuperação, o momento da Chapecoense, a adaptação de sua família à Chapecó e relembrou o momento da lesão: “ouvi o estralho do ligamento e senti muita dor”. 

Acompanhe trechos da entrevista com Amaral. Hoje, às 17h50, a Rádio Oeste Capital FM reproduz em áudio o bate-papo dentro da programação do Golaço. 

A recuperação

Estou em um momento de transição. Agora não estou mais na fisioterapia. Começando aos poucos a fazer os movimentos, fortalecendo bastante, fazendo a parte física, contato com bola. O próximo passo é estar com o grupo e com o decorrer do tempo, as coisas acabam ficando melhores. Logo poderei participar dos jogos, dos treinamentos. Está indo super bem para os cinco meses que fiz a cirurgia. 

Prazo para volta

Não dá para dar prazo. Até por que a recuperação é por etapas e depende do meu corpo que vai responder como eu vou reagir. Por enquanto estou respondendo bem. Só que daqui a pouco vem a parte com o grupo, fazendo movimentos que não faço há muito tempo, a parte coletiva, de jogos, finalizações, saltos, para ver realmente como o corpo está, para ter uma noção de quanto tempo resta para viajar com o grupo. Não dá para cravar, mas creio que o retorno está próximo.

Momento da lesão

Fiquei muito triste. Na hora, por ter tido uma lesão igual anteriormente, eu já sabia que alguma coisa de ruim tinha acontecido. Acabei ouvindo o estralho do ligamento e também senti muita dor na hora. Fiquei triste pela competições, pelas viagens que a Chapecoense vem tendo, mas com o decorrer do tempo, com apoio da minha família, coloquei a cabeça no lugar e procurei focar na recuperação para voltar e poder ajudar a Chape no resto deste ano.

Fora de campo

Eu procuro ficar bastante com a família. É nesse momento que ela dá o suporte para a gente. Tenho esposa, duas filhas. Procuro passar o tempo com elas, brincando, para tirar um pouco isso da cabeça. Não é fácil. Eu já estou há muito tempo jogando futebol, é o que eu sei fazer. Quando acontece isso, ficamos bastante tristes por que a gente não pode fazer o que mais gosta. 

Momento da Chape no Brasileirão

Ninguém quer ter (um rebaixamento) no currículo. Acredito que essa viagem acabou sendo importante até para isso. Jogadores ficam mais juntos, conversam, se unem. Essa viagem vai ser boa para os meninos. Foi bastante gente, acredito que ficou somente dois jogadores aqui, e a gente que está lesionado, o Osman, o João Pedro e eu. Então ficaram poucos. É o momento de aproveitar a viagem para se fechar ainda mais. No segundo turno tem que dar o melhor por que não tem mais jogo de volta. É procurar pegar uma sequência boa de vitórias para sair do grupo de trás e subir na tabela.

Amistoso contra o Barça

É uma equipe bastante qualificada. Acredito que era um sonho de todos. De estar no Camp Nou, jogar contra os craques, os melhores do mundo. Foi positivo para a Chapecoense, para o pessoal daqui. O mundo inteiro viu e isso valoriza a marca do Clube. 

Chapéus do Apodi

Dá para colocar no DVD, tirar um pouco de onda. Foi bastante válido para a Chapecoense, pela visibilidade, para os próprios jogadores também.

Situação contratual

Tenho contrato com o Palmeiras até o final do ano. Estou na Chapecoense por empréstimo. Vamos ver o que acontece no final do ano. Não posso definir nada para você, até por que estou numa situação sem poder jogar. Espero, no restante do ano, jogar algumas partidas e mostrar o meu valor para eu conseguir um futuro.

Adaptação a cidade

Eu gostei bastante da cidade e minha filha também gostou. O colégio é perto, as coisas são próximas. Minha esposa também se adaptou bem a Chapecó. É uma cidade tranquila, um povo acolhedor e uma das melhores que já passei em termos de tranquilidade, para poder morar, para poder levar a sua filha no colégio. É uma cidade que não tem tanta violência que nem as outras. Então minha família está bastante adaptada e espero, nesse final de Brasileirão, jogar alguns jogos para quem sabe continuar na Chapecoense.