Bovespa sobe e fecha no maior valor da história

O Ibovespa subiu 0,51%, a 89.709 pontos, de olho em juros nos EUA

O principal índice da B3 fechou alta nesta quinta-feira (29), voltando a atingir a máxima histórica, com os investidores de olho no rumo da taxa de juros nos Estados Unidos.

O Ibovespa subiu 0,51%, a 89.709 pontos. Na máxima da sessão, o índice chegou a 89.910 pontos.

Imagem: G1

Antes, a máxima histórica de fechamento havia sido de 89.598 pontos, registrada no começo do mês.

As ações da CCR subiram mais de 11%, liderando as altas do dia. A empresa informou que assinará acordo com o Ministério Público do Estado de São Paulo em que pagará R$ 81,5 milhões para encerrar processo civil envolvendo a companhia e algumas de suas controladas em suposto esquema de caixa dois de pelo menos R$ 30 milhões campanhas eleitorais dos ex-governadores José Serra e Geraldo Alckmin, ambos do PSDB, além de deputados de São Paulo.

Juros nos EUA

Dados econômicos divulgados nesta sessão nos Estados Unidos – sobre pedidos de auxílio desemprego e gasto e renda do consumidor – corroboraram um cenário de crescimento ainda saudável, mas sem pressões inflacionárias que justifiquem uma atuação mais forte do banco central norte-americano no sentido de aumentar os juros, destaca a Reuters.

Os números reforçaram o tom mais moderado adotado pelo chefe do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), Jerome Powell, na quarta-feira, em relação ao processo de normalização da taxa de juros nos Estados Unidos, que trouxe euforia aos ativos de risco já na véspera, em particular de mercados emergentes, ainda de acordo com a agência.

Além disso, a ata da última reunião de política monetária do Fed mostrou consenso de que novo aumento da taxa de juros estava “provavelmente justificado muito em breve”, mas revelou início de debate sobre quando interromper os aumentos.

O mercado monitora pistas sobre os juros nos EUA porque, com taxas mais altas, o país se tornaria mais atraente para investidores, o que motivaria uma tendêcia de queda no mercado de ações em países como o Brasil.

Destaques

A ação do Itaú Unibanco fechou com ganho de 0,89%, renovando cotação recorde de fechamento, a R$ 36,35 reais, enquanto a do Bradesco subiu 1,25%, também para nova máxima, a R$ 38,92.

Já a Petrobras caiu 0,83% nas preferenciais e subiu 0,65% nas ordinárias, em sessão volátil marcada pela ausência de progressos nas discussões sobre a votação do projeto que trata da cessão onerosa, mas alta dos preços do petróleo no mercado externo.

A Vale recuou 0,57%, após forte ganho na véspera, descolando do movimento mais positivo de ações de mineradoras nas bolsas europeias.

Perspectivas

Pesquisa da Reuters publicada na quarta-feira estima que o Ibovespa deve ampliar os ganhos deste ano em 2019, encerrando o próximo ano em 107.500 pontos, segundo mediana de 10 previsões de operadores e estrategistas.

Se a previsão deles de que o principal índice da bolsa paulista vai terminar 2018 em 92 mil pontos se provar correta, isso representará uma valorização de 17% em 2019, totalizando avanço de quase 150% desde o final de 2015.

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*Informações G1