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Morador de SC tatua no braço o desejo de ser doador de órgãos

Em 2007, 70% das famílias negavam a doação em Santa Catarina. Doze anos depois esse número caiu e atualmente é de 25%

Informações G1

Homem tatuou desejo de ser doador no braço
Foto: NSC TV/Divulgação

O catarinense Paulo di Concilio tatuou no braço o desejo de ser um doador de órgão, há 10 anos. Ele, que tem uma doença chamada retinose pigmentar e perdeu a visão aos 30 anos. Os filhos ainda eram crianças quando o pai resolveu ir até um estúdio de tatuagem.

“Eu estava vendo televisão e vi o apelo de uma moça, que precisava de um rim. Então eu quis deixar registrada a minha vontade”, explica.

Garantia legal

A manifestação em vida, seja por documentos ou tatuagem, não é uma garantia legal para efetivar a doação de órgãos.

“Temos que diferenciar o ponto de vista estritamente legal, que é o consentimento da família, firmado em documento próprio, da manifestação da pessoa enquanto em vida. A intenção do profissional de saúde em conjunto com a família é permitir que no momento da morte essa vontade seja respeitada”, afirma o médico intensivista de transplante, Eduardo Berbigier.

Doação em SC

Em 2007, 70% das famílias negavam a doação em Santa Catarina. Doze anos depois esse número caiu e atualmente é de 25%.

“A maioria das famílias que opta pela doação em alguns momentos posteriores, quando questionada e entrevistada, traz a doação como algo de positivo, que ajudou de alguma maneira a família a navegar naquele processo da dor e do luto”, diz o médico.

A família de Paulo diz que vai respeitar a vontade dele. “Assim como quando a gente respeita a vontade dela de ajudar o próximo com ela consegue ainda”, Giovanna di Concilio.